sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tempo



Ao nascer
Somos, passamos
Vivemos

Ao nascer 
Somos apresentados
Ao tempo
Tempo 
Tempo
Tempo

Esse aparente senhor da história
Mede nossos dias
Mede nossas vidas


Mede nossas conquistas
Mede nosso legado


Tempo esse
Que não para
Não cessa

Passa hoje
Passa amanhã 
Ainda mais rápido

Ah! senhor tempo
Não nos leve contigo.



Mas então um dia
Encontramos o Senhor do Tempo
Seu dono, Seu criador


Então
Vivemos com esse tal de tempo
Mas não sob seu encanto 
Sob seu comando


Assim aproveitamos
O tempo para o encontro

O encontro
Com nós mesmos
Com o outro
Com o Senhor da história
O Senhor da vida


Em cada gesto nosso
 Cada palavra nossa 
Em amor
Abre a eternidade diante de nós


Cada gesto, cada palavra
Em amor
É guardada em nós
E para nós
Na eternidade

terça-feira, 3 de maio de 2011

Venha Oh Deus

Venha Senhor
Como quiser
Olhe para quem um dia serei
Não quem sou hoje

Venha Senhor
Quando quiser
Não somente quando eu desejar
Sempre me engano

Venha Senhor
Para perto de mim
Mesmo quando correr
Para longe de ti

Venha Senhor
Preciso de ti
Preciso de ti
Preciso de ti

Venha Senhor
Olhe as minhas possibilidades
E não minhas fraquezas
Tu sabes quem posso ser

Venha Senhor
Transformando
Renovando
Meu ser
Minha vida

Venha Senhor
Venha Senhor
Pois perto
Quero estar
Sempre
Sempre

Venha Senhor...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal

Natal
Uma grande alegria
De sentar ao redor da mesa
Ao som de sorrisos e abraços
Conhecidos

Momento de compartilhar
Dividir o melhor pão
Beber o melhor vinho
Na companhia de amigos e irmãos

Momento de boas lembranças
Momento de novos sonhos
Natal
Único
Iluminado

Natal Feliz é assim
Sentar ao redor da mesa
E encontrar aqueles que amamos
Nossa famílias
Nossos amigos

Um Feliz Natal
E um ano novo repleto de alegrias

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Passos

Passos
Escuto passos
Pés descalços
Nus

Sons
Não distantes
São os meus?

Não me ouço
Nâo me escuto
Passos
Escuto passos
Pés descalços
Nus

São os meus
Meus passos
Meus pés
Nus

Eu rumo
Descalço
Nu
Com prumo
Com sons
Sem luto
Labuto

Eu rumo
Com prumo
Nu
Sem nada nas mãos
Sem nada nos pés

Eu caminho
Em sons
De um prumo
Escuto
Nu
Sem nada nas mãos
Pés descalços
Em direção
Na direção
Do Um
Do Trino
Da verdade
Da porta
De um novo eu
De um novo
Antigo
E único
Verdadeiro
Caminho.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

To my love




Encontrei meu grande amor
Oito primaveras se passaram
As flores continuam belas
Aprendo a cada dia
A amar mais
A cultivar em pequenos
Acenos
Um amor maior

O tempo passa
As dobras se apertam
Me sinto seguro
Protegido
Entre abraços e sorrisos

Na noite
Entre sonhos
E frio
Distante
Sinto medo
Do erro
Das palavras tolas

Mesmo diante
Do desejo
Do beijo do seio
Decido
Simplesmente
Calado
Te abraçar

terça-feira, 10 de agosto de 2010

sonhos




















Os sonhos aquecem a alma
Trilham luzes
Driblando buracos negros
Abrindo e fechando
A cada segundo
Um novo mundo
Sem muro, sem fundo

Os sonhos
São assim
Cada um é um
Particularmente, singularmente um


Sonhos
Viram as noites, trombam os dias
Dormem com a tarde
E
Só se repetem quando verdadeiros


Cada fechar de olhos
Explodem
Com os olhos abertos
Em meio a lágrimas de suor e gozo
Materializam-se.

Sonhar é assim
Fechar os olhos
Abrir os ouvidos
Liberar o peso
Sentar seguro
Num claro escuro
Viver

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ouça e ame


Que sons estranhos reverberando no ar
Palavras balbuciadas violentamente
Sorrisos marotos dos que de cima enxergam os outros
Ah que tristeza...

Que sons estranhos, persistentes, espaçados
Gritos de socorro abafados com fogo
Abraços politicamente sinceros esmagando
Os que aos tropegos tentam caminhar
Ah que tristeza...

Que sons estranhos que escurecem o luar
Urros de luta, de ódio, de dor
Desfigurando o ser homem e o ser  mulher
Ah que tristeza...

     ...................................

Espere um pouco
Ouça..... abaixe o seu volume
O de todos e de tudo...
Espere um pouco
Não desista....
Ouça....
Uma voz
Bela, suave e  eterna

Espere um pouco...
Ouça... pare
Uma voz que conhece a dor, o sangue
De todo homem de toda mulher...
Dono de um novo cântico
Derruba todo ódio com um encanto

Ouça...
Uma voz que ama e se espalha
Como um sonho
Abraça e entende
Ama um - ama todos
Uma voz
Ouça e Ame.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Jogo de palavras

Penso                          o Sentido        
                Entender                    O sentimentO

Penso       Compreender            O pensamento
                          a Realidade                   A Dor
A distância                 O  adeuSaudade
                    Entendo O AGORA -  O hoje ?
Expressão        minha Tua DEle
                    Nada     entendo       sem pensamento
                                                mas      
             quem entende
                                e pensa
                                  sem sentimento
               sofre de Dor DE tudo De frio De mundo
                            quem entende
           e penSa                        e Ama        e chora
                      e ri e    da n ça   BEm sabe
                                                               VIVER.
Pensa e Ama
                 Dá Sentido e Sentimento
                   VIve e Ri    Atempo   em Todo momento      

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Cânticos de criança



Ah que saudade dos meus cânticos de criança
Poesias simples
Fáceis de cantar
Longe dos sustenidos e bemois

Cânticos alegres
Partituras de poucas páginas
Sem medo de memorizar

Ah que saudade
Dos meus cânticos de criança
Poesias alegres
Cantadas ao esconder das luzes
E ao acordar

Cânticos
Com compassos
E espaços para errar

Ah que saudade
Da cantoria alegre
Singelas
Harmonizadas
As muitas vozes ao redor

Ah que saudade
Do amor em notas
Do incentivo em aplausos
Dos risos no erro
No choro do acerto

Ah que saudade
De cantar...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Vitórias



Se vitórias fossem
E somente elas
As desejasse
Então...

Se vitórias fossem
E somente elas
Me alegrassem
Então...

Seriam vitórias
Realmente
O único fim?

Então
Seria eu
Um eterno trapo
Moído, frustado

Vitórias alegram sim
Mas derrotas constroem traços
Abraços sem fim
Sem cera,  sem brincadeiras
Em meio as lágrimas

Derrotas
Lastros de sabedoria

Amo a vitória
Mas sem derrotas
Nãos as quero para mim
Se sou apenas pó
Porque desejaria eu somente vitórias?
Se ELE mesmo
Pregado sofreu
Derrotado pelo homem
Seu aparente fim.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

PALAVRA


A palavra criou todas as coisas,
                   a luz, a terra, o mar, o homem,
                   os animais do campo,
                   as estrelas e o luar.
A palavra criou o homem, 
                   criou a mulher, criou outras palavras.
A palavra criou a linguagem,
                   criou o homem, criou a mulher, 
                   e eles se comunicaram.
A criação falou,
                   com palavras, amou o homem a mulher.
A palavra criou a todas as coisas,
                   com palavras, a criação criou, 
                   novos homens, novas mulheres.
O homem pecou,
                   com palavras, pensamentos  e ações.
O homem morreu,
                   suas palavras criaram para si,
                   o bem, o mal
O homem morreu,
                   afastou-se do criador, sem palavras.
O homem morreu,
                   criando com sua mãos,
                   novos homens, novas mulheres
                   criados em mal para o bem ou para o mal.
O homem morreu,
                   a criação sofreu, 
                   o homem sofreu, a mulher sofreu
                   seus filhos na dor, sofreram.
A palavra criou todas as coisas,
                   mas o homem pecou,
                   se afastou, silenciou-se
                   só, em dor.
A palavra nasceu,
                   falou, morreu em dor, reviveu.
A palavra morre,
                  dando vida em amor,
                  novo homem, nova mulher,
                  novas palavras em cor,
                  novas palavras em amor.
                    



sábado, 5 de junho de 2010

Imitadores de Cristo


Paulo, o apóstolo, afirma em algumas oportunidades que devemos imitá-lo, como ele imitou a Cristo. Para alguns, pode parecer que Paulo se sente orgulhoso e  outros podem achar que é mera presunção. Mas na verdade, devemos entender o texto tal como ele está lá: Paulo = imitador de Cristo. Isso revela que Paulo pagou o preço de imitar a Cristo: esvaziou-se de si mesmo, sofreu para anunciar as boas novas, colocou seus objetivos em último plano, etc. O nosso maior medo de ler este texto ocorre pois nos é apresentada uma possibilidade real de vivermos como Cristo viveu, mas estaremos nós dispostos?

Jesus amou-os até o fim
Paulo amou-nos até o fim
Nós?

Jesus esvaziou-se de si mesmo
Paulo esvaziou-se
Nós?

Jesus amou seus inimigos
Paulo amou seus perseguidores
Nós?

Jesus anunciou o reino dos céus
Paulo levou as boas novas aos gentios
Nós?

Jesus entregou sua vida por nós
Paulo entregou sua vida para o reino
Nós? 

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Perguntas.







Da alegria do primeiro ollhar
Encontro forças para caminhar
As primeiras palavras ainda ecoam
Não me canso de as recitar.

As minhas mãos vazias
Calejadas do carregar
Agora livres
Como estrelas
Riscando o céu ao luar

Um novo perfume
Sinto ao respirar
Por que tanto tempo escondido?
Já cansei de me perguntar.

E um dia
Talvez hoje, talvez amanhã
Ontem
Certeza que não.
Um dia
Ao cair do luar
Sentarei debaixo das árvores
Frutos e histórias 
Muitas para contar.

Um dia
Com as mãos vazias
Livres
Sentarei ao luar
Abrirei minha boca
Para simplesmente perguntar:
Por que me deste aquele primeiro olhar?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Morte de cruz

Sofreu sozinho
Viramos o nosso rosto
Abandonamos sua sombra
Olhamos para nós mesmos.

Sofreu sozinho
A terra gemeu ao receber seu sangue
O sol apagou em luto
Nuvens cobriram os céus
Seu único manto real.

Sofreu só
Distante do pai
Humilhado pelo mundo
Abandonado por nós.

Sofreu
Morrendo só
Distante dos seus
Distante por nós.

Sofreu
Padeceu
Sofreu por mim
Sofreu por você.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Reino de Amigos

No reino de amigos
Nosso foco é o outro
Nosso caminhar é em direção ao outro
Nossas preocupações são as do outro
Nossas vidas
Servem o próximo.

No reino de amigos
Não desisitimos facilmente
As barreiras nos movem
Criam novas maneiras
De alcançarmos o outro
De ajudarmos o próximo.

No reino de amigos
Não há riquezas
Não há propriedade privada
Nosso suor é em favor do outro
Nosso trabalho abençoa
Abençoa o próximo.

No reino de amigos
Perdoamos
Libertando o outro
Criando uma nova oportunidade
Sem cobrança
Sem prisão
Caminho de liberdade com o próximo.

No reino de amigos
O outro
É uma extensão de nossa própria humanidade
Seu abraço nos aquece
Com nossas mão o servimos.
E seu sorriso
É o nosso.

No reino de amigos
O amor transborda
O amor alcança
O amor abençoa
E todos ao redor
Glorificam nosso maior Amigo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Canto

Canto uma canção
Que rompe
Dentro do peito
Entregue, rendido

Canto afinado
Conduzido pela luz
Conduzido pelas notas
Um dia reveladas

Canto sim
Morto estaria
Sem canto
Não há vida

Canto surpreso
Ouvindo ao redor
Tantas vozes
Que amo
Que conheço
E amam
A mesma canção.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Christlessness heart (Um coração sem Cristo)


Dentro do peito
Uma dor
Um vazio

Dentro do peito
Dor
Vazio
Distância

Dentro do peito
Saudade
Da paz, da alegria, do contato, do amor

Dentro do peito
Um ser incompleto
Um ser desumanizado
Preso

Dentro do peito
Um grito
Uma voz de socorro
Gritando
HABITE EM MIM
Abri a porta.....

terça-feira, 16 de março de 2010

Série: Encontros



Que alegria
Que paz
Que mistério

Um encontro
Uma procura
Um plano não meu
Preparado antes do início
Para eu não ser fim

Fui achado
No meio de tudo e de todos
No meio do pó da terra
Fui chamado
Ele sabia meu nome, meu endereço, minha fragilidade.

Fui amado
Limpo
Iluminado
Feito dia
Deixando para trás
A noite escura

Hoje
Que alegria
Que paz
Que mistério
Meu  hoje é eternidade
Meu fim é início
Caminho amando
Sentindo-me amado.

terça-feira, 9 de março de 2010

Nas mãos

Nas mãos
Marcas
Do duro trabalho
No corpo o reflexo
Dos dias sem conta
De suor
De sofrimento


Nas mãos
Marcas
Cortes, queimaduras, picadas
Cicatrizes
Revelam a alegria
Do pão conquistado


Nas mãos
Marcas
O coração ardendo
Longe do colo materno
Distante dos abraços
Amigos

Nas mãos
Marcas
No coração
Dores da distância
Nos olhos
Sonhos


Sonhos
Acompanhar o vôo das aves,
Contar os lírios do campo
Casa, amigos
Comida e artigos
Frutos
Do dias sem conta
De suor
De sofrimento.

FOTO: PAULO PEDRAZZINI

segunda-feira, 8 de março de 2010

Un hommage à la femme

Mulher
Favor recebido
Favor imerecido
Estar contigo
É abrigo

Mulher
Encontrei em ti
O bem
Presente
Transcedente

Mulher
Estar contigo
É calor
Teu encanto
É amor

Mulher
Do teu ventre
Os frutos
Flechas
Arremessadas pelo vento

Mulher
Das tuas mãos
A beleza
E teus olhos
Espelhos
Para a perfeição

Mulher
Um dia homenagem
Em teu favor
Não bastaria
Mas sim
Um rio de palavras
De amor
Agradecimento
Orações eternas
De corações entregues a ti.