terça-feira, 16 de março de 2010

Série: Encontros



Que alegria
Que paz
Que mistério

Um encontro
Uma procura
Um plano não meu
Preparado antes do início
Para eu não ser fim

Fui achado
No meio de tudo e de todos
No meio do pó da terra
Fui chamado
Ele sabia meu nome, meu endereço, minha fragilidade.

Fui amado
Limpo
Iluminado
Feito dia
Deixando para trás
A noite escura

Hoje
Que alegria
Que paz
Que mistério
Meu  hoje é eternidade
Meu fim é início
Caminho amando
Sentindo-me amado.

terça-feira, 9 de março de 2010

Nas mãos

Nas mãos
Marcas
Do duro trabalho
No corpo o reflexo
Dos dias sem conta
De suor
De sofrimento


Nas mãos
Marcas
Cortes, queimaduras, picadas
Cicatrizes
Revelam a alegria
Do pão conquistado


Nas mãos
Marcas
O coração ardendo
Longe do colo materno
Distante dos abraços
Amigos

Nas mãos
Marcas
No coração
Dores da distância
Nos olhos
Sonhos


Sonhos
Acompanhar o vôo das aves,
Contar os lírios do campo
Casa, amigos
Comida e artigos
Frutos
Do dias sem conta
De suor
De sofrimento.

FOTO: PAULO PEDRAZZINI

segunda-feira, 8 de março de 2010

Un hommage à la femme

Mulher
Favor recebido
Favor imerecido
Estar contigo
É abrigo

Mulher
Encontrei em ti
O bem
Presente
Transcedente

Mulher
Estar contigo
É calor
Teu encanto
É amor

Mulher
Do teu ventre
Os frutos
Flechas
Arremessadas pelo vento

Mulher
Das tuas mãos
A beleza
E teus olhos
Espelhos
Para a perfeição

Mulher
Um dia homenagem
Em teu favor
Não bastaria
Mas sim
Um rio de palavras
De amor
Agradecimento
Orações eternas
De corações entregues a ti.

Brisa II














Voa vento
Voa brisa
Quero te seguir
Mesmo contra meu falso intento

Voa brisa
Voa vento
Não quero mais
Vida de momentos
Mas sim
Seu eterno
Fluir

Voa brisa
Voa vento
Acalma meus sentimentos
Ensina-me a caminhar

Voa vento
Voa brisa
Transforma
Renova
Minha vida
Seu eterno intento.

domingo, 7 de março de 2010

Suave brisa












Suave brisa
Leve as minhas dúvidas
Carregue os meus medos


Suave brisa
Refresque minha alma
Fria
Vazia

Suave brisa
Fale alto
Abra meus ouvidos
Minha mente

Suave brisa
Leve-me
Pelos campos
Caminhos de vida

Suave brisa
Quero teu encontro
Teu renovo
Teu sonho

Suave brisa
Não cesses
Vente
Dentro em mim.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Um encontro mortal

Abel, estava caminhando pela sua rota diária, ao encontrar Caim á sombra de uma árvore, parou e perguntou:
- O que fizeste hoje, meu amado irmão?
- Vaguei pelos campos, corri em meio as minhas plantações e colhi os mais belos frutos da terra.
Abel, com um olhar curioso, disse:
- Onde estão os tão belos frutos que colheste?
- Ora Abel, eu os comi, e de tão deliciosos, repeti.
Caim, com um semblante cansando, enconstou-se no tronco da árvore, seu estômago lhe pesava ao corpo.
Abel, cansado e faminto perguntou:
- Amado irmão, há ainda frutos dos quais eu posso comer?
- Sim, podes comer de todos. Respondeu Caim.
Abel amarrou uma bela ovelha que trazia consigo junto a mesma árvore. Depois, colheu alguns frutos e os comeu. Após descansar um pouco, levantou, desamarrou a ovelha e se preparou para continuar a caminhada, mas Caim logo o interrompeu, perguntando:
- Querido irmão, onde deves ir com tanta pressa?
- Ora meu amado irmão acaso hoje não é o dia do Senhor? Não devemos ofertar?
Caim ficou desesperado, saiu correndo pelos campos, e apressadamente colheu alguns frutos e saiu atrás de Abel que já estava longe dali. Ambos entregarram suas ofertas diante do Senhor.
No próximo dia, Abel seguiu novamente pelo seu caminho e ao encontrar Caim á sobra daquela árvore, perguntou:
- Meu amado irmão, há ainda algum fruto na terra que eu possa comer?
Caim, com um olhar pesado e estranhamente raivoso, respondeu:
- Acaso sou eu teu sustentador?
Abel, percebendo que seu irmão estava estranho, calmamente lhe respondeu:
- Mas meu amado irmão, tu sabes que.....
O som das palavras de Abel foram interrompidos com o som de seu corpo caindo ao chão. Ali mesmo, ele desfaleceu.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Um encontro incerto

Sem mais espera
Nem desespero
Totalmente
Me entrego

O susto
Rompe as barreiras
Afasta o estranho medo

O distante
Agora
Próximo
Não toco
Somente ouço

O preparo
Agora é passado
O presente
Ainda não compreendo

Caminho
Com um destino
Sonho não meu
Obedeço

Levo comigo
Um irmão
Palavras
Uma vara
Na mão.